Marketing Spiral

Na semana passada postei dois comentários no microblog  Twitter que a repercursão me chamou muito atenção, os posts foram os seguintes:
@cappra: New blog post: Morte do tradicional funil de marketing? http://bit.ly/17JUrl12:52 PM May 19th from web 
@cappra: Conceito interessante… Marketing Spiral!!! http://yfrog.com/e3gx0g11:48 PM May 18th from yfrog

Com relação ao primeiro deles (você pode ler este Post aqui), recebi muitos comentários com relação a este questionamento, naturalmente, muitos “ar de resistência”.

Quanto ao segundo, muitos questionaram ao que isto se referia, que conheciam o conceito mas não este nome. Então explico, esta nomenclatura foi utilizada por David Armano, em seu blog. Ele baseou-se em um Relatório Forrester, onde é avaliado as mudanças do comportamento do consumidor, e constatou que o contato das pessoas com marcas ou conteúdos tem ocorrido de forma “interativa”, mas não necessariamente por uma “ação” da marca, e sim por um reação a um relacionamento. Sim, obviamente, estou me referindo a Redes Sociais. Gente comprando porque gente que ele conhece comprou, mesmo que ele não tivesse necessidade com relação aquela aquisição. Consumidores sendo influenciados por necessidades de outros consumidores, e muitas vezes não suas.

Isto é óbvio se refletirmos um pouquinho, nossos grupos de amigos e pessoas com as quais nos relacionamos, possuem costumes que nos aproxima  deles, a ponto de influenciar em nosso modo de viver. Quando nos é indicado alguma aquisição por parte destes grupos, no mínimo escutamos e pensamos na possibilidade, e muito provavelmente iremos consultar algumas informações adicionais sobre o item em questão. Se pararmos para pensar, em como a informação chegou a este grupo, perceberemos que partiu de outro grupo, ou seja, através de relacionamento. Depois desta longa mas prática explicação, posso apresentar o gráfico:

 

 

 

Marketing Spiral
Marketing Spiral

Como pode ser percebido no gráfico, as comunidades/grupos de afinidade, através de interação, influenciam seus grupos levando marcas e conceitos muitas vezes desconhecidos. Quer um exemplo prático, pense em algo simples, como você ficou sabendo do Twitter? Viu algum anúncio ou alguma propaganda? Hoje sabemos quantos milhões de pessoas são usuários do microblog Twitter.

O mais interessante é que este ciclo, aparentemente, não possui controle. Uma informação, seja positiva ou negativa, circula na mesma velocidade e com o mesmo impacto (as vezes o negativo até circula mais rápido). Este comportamento apenas reforça a idéia de que as marcas, para serem forte, terão de interagir com as pessoas. A Marca, se não estiver presente em um “determinado” grupo, provavelmente deixará de atingir um grande número de possíveis consumidores.

Então deixo duas perguntas:
A qualidade de um produto vale mais do que a indicação dele?
Sua marca chegará ao consumidor de que forma?