Sport Club Internacional: Gestão Pública ou Privada?

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Minha Cadeira

Como já comentei anteriormente, sou colorado, filho de pai torcedor do Inter que levou o filho para este (bom) caminho. Por isto, devo sempre me auto-avaliar ao analisar a situação atual do clube, pois como tive a oportunidade de “estar presente” na maior conquista da história do clube, as vezes deixo a emoção tomar conta. Mas precisamos ser realistas, e aqui falarei em gestão.

Acredito que o aspecto campo não deve ser discutido, sou um torcedor consciente, e olhando de 2003 para cá (ou seja, os últimos 6 anos) o clube só evoluiu. Isto é mérito de um clube que aprendeu, trouxe gente competente (obviamente com seus interesses) que fez o Inter um time de chegada e vencedor. Está sempre na ponta, sempre sendo considerado um possível concorrente à titulo, independente da competição que participe. Óbvio, que como torcedor, gostaríamos que o time ganhasse tudo, mas sendo coerentes logo percebemos que as coisas não funcionam deste jeito.

Mas estamos aqui para falar de Gestão. Hoje o Inter possui mais de 105 mil sócios ativos, que remuneram mensalmente o clube, e sustentam cerca de 60% do custo total do clube (você tem noção do que isto representa?). Isto é resultado do desempenho obtido em campo, que o departamento de Marketing está sendo muito feliz em divulgar de forma massiva e consequentemente agregando mais torcedores. Mas Gestão não é feita apenas de bons resultados, e o Inter não está preparado para más fases (períodos obscuros).

O Flamengo movimentou-se agora neste sentido, está trazendo grandes consultores, com reconhecidos trabalhos de profissionalização de negócios, para fazer o mesmo no clube. E isto está partindo de uma ex-atleta (a nova presidente do clube), ou seja, não precisa necessariamente ser um administrador à frente do negócio, mas ele precisa estar cercado de profissionais. Sabemos que para o sucesso deste trabalho, levará tempo, e que o clube precisará ter “pulso” para segurar a pressão, pois os maus resultados também acontecerão neste período, e no esporte isto não é visto com bons olhos, já que depende muito do amor do torcedor. Parabéns ao Flamengo por fechar com o Nizan (Marketing) e com o Falconi (Gestão Financeira), certamente colherão frutos muito positivos em um futuro não tão distante.

O Inter precisa aproveitar melhor o momento que está vivendo, aproveitar o fluxo de caixa favorável, o excelente trabalho que o marketing está fazendo, e de uma vez por todas superar uma gestão política, substituindo-a por uma profissionalização efetiva. Eliminar brigas “partidárias” internas, e o clube “remar” para o mesmo lado, eliminar favorecimentos e operações envolvendo diretores. Quer ser empresário de jogador, perfeito, mas deixa de ser dirigente do clube.

É hora de privatizar o Inter, hora de transformar ele em um negócio, de transformar o torcedor em cliente, e tratá-lo como tal. Respeitar o amor que esta marca gera e que transcede gerações.

Ainda este mês voltarei neste assunto, falando de marketing, CRM e tecnologia nos clubes.

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