Quem é o “culpado” pelo Endomarketing?

Venho há algumas semanas buscando referências práticas de Endomarketing, empresas que utilizam o conceito de forma estruturada e consistente. Não é um estudo ou pesquisa, apenas uma análise do ambiente real deste conceito, está busca inicou-se pela necessidade de aplicação. E algumas afirmações, repetidas por diferentes fontes de diferentes segmentos, me chamaram muito a atenção, são elas:

 

1) A compreensão do conceito de endomarketing é totalmente “abstrato”

2) Ninguém gosta do trabalho de endomarketing de sua empresa

3) As pessoas não sabem identificar o responsável pelo endomarketing

 

A primeira delas reflete muito bem o cenário gerado pela enxurrada de conceitos de gestão, que a cada dia ficam mais difícil de explicar e entender. Como especialistas criam definições e abrangências diferentes para um mesmo termo, fica muito difícil determinar o certo e o errado. Mas isto na definição de um termo complica, e muito. O endomarketing foi me explicado (pelas pessoas questionadas) como:

– Marketing para os funcionários sobre as realizações da empresa

– Comunicação interna – Divulgação de acontecimentos da empresa

– Mural e revista (jornalzinho) para propaganda das coisas que acontecem

Não estou aqui avaliando definições certas ou erradas, e nem entrarei na explicação do conceito, mas esta indefinição do contexto é um fator chave para insatisfação com o resultado deste trabalho e com a falta de referência do responsável.

O fato de ninguém aprovar de forma plena o trabalho de endomarketing realizado em sua empresa (exceto quem fez!) é algo que vai um pouco além apenas da dificuldade de indefinição do tema, ele reflete que a realização deste trabalho normalmente não é reconhecido ou divulgado da forma correta. Se estamos falando de um trabalho onde a base é a comunicação, e nem o que está sendo feito está comunicado corretamente, imagina o resultado deste trabalho “abstrato”. Óbvio, que a expectativa das pessoas em cima de um trabalho destes é sempre elevada, mas não justifica os péssimos resultados normalmente atingidos com isto, e que pioram muito quando tratamos empresas médias e pequenas, onde teoricamente poderia ser mais fácil de realizar um trabalho assim.

Mas tudo isto nos leva a pensar no “culpado” por tudo isto. Sim, porque depois destas conclusões, as pessoas não buscam mais os responsáveis pelo trabalho e sim quem não fez direito. O endomarketing é “assumido” por áreas de RH, Marketing, Comunicação, Diretoria e Agências de propaganda (terceirizados). Mas tem pessoas que preferem dizer que é uma responsabilidade de toda a empresa, sem ter uma área específica para realizar a função, obviamente que nestes casos os resultado são mais lastimáveis ainda. Quem assume a responsabilidade normalmente é porque outros não assumiram, e então buscam referências para realização do trabalho. Logo começam as circulações de jornais internos, ativação de murais e portais, e-mails corporativos para comunicação democrática e assim por diante, então acontecem duas coisas:

1) O trabalho é questionado por não trazer resultados reais

2) O trabalho é descontinuado

 

Certo ou errado, juntem fatos, analisem casos e chegarão a um resultado muito parecido desta pequena amostragem que fiz com empresas (especialmente do segmento de TI).

Na minha concepção o que precisamos fazer é identificar o “culpado” (ou a área responsável), que coloque o endomarketing como uma atividade, estruturada e com plano de ação efetivo e contínuo. Criando um indicador de resultado como o marketing cria para o mercado, baseado em percepção da “marca” internamente, e não apenas como resultados financeiros ou de satisfação.

E na sua empresa, quem é o culpado do endomarketing?