CULTURA ANALÍTICA

Na prática: A gestão em rede!

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Hoje vou falar um pouquinho do modelo de Gestão em Rede que estamos implementando na Unisenior (empresa do qual atuo como Diretor de marketing e Estrategista).

Há muito tempo vinha lendo sobre o assunto, estudando e conversando com grandes “pensadores” (@slrm, @vrss, @blogdomarcelao, @armano, @augustodefranco, …) com o objetivo claro de implementar o conceito de forma efetiva em uma empresa.

Ao conversar com o Diretor-Presidente da Unisenior sobre o assunto, apesar de conhecer ser perfil empreendedor e arrojado, não tinha a pretensão de convence-lo de implantar um conceito tão novo no mercado. Ao ouvir minhas ideias e projetos, disse que aquele era o futuro para as organizações e que deveríamos iniciar imediatamente a adoção do modelo em rede em nossa empresa, escolhemos a área comercial inicialmente por ser menos “cética”. Na área de serviços em software, que é o negócio da Unisenior, a área comercial tem a fama de ser a mais “agitada”, sem muitas regras e de difícil administração.

Começamos em setembro do ano passado (2009) um planejamento para implementação do modelo de gestão em rede, analisamos: estrutura necessária, forma de funcionamento, características das pessoas envolvidas, investimento previsto, tempo de “adaptação”, entre outros. Começamos a implementa-lo de forma “silenciosa”, sem alardes e nem divulgações, apenas trazendo as pessoas para uma reflexão sobre responsabilidades e quebrando alguns conceitos da gestão tradicional, principalmente a hierarquia tradicional.

Desligamos os controles e administração (imaginem o nosso pavor como administradores ao fazer isto), deixamos o grupo “sentir” este novo ambiente, fizemos experiências e a cada dia fazíamos coletas de  sensações de forma aleatória. Inserimos novos personagens, retiramos alguns que resistiam há um modelo hierárquico tradicional, e quando todos começaram a perceber comunicamos.

Em março deste ano (2010), fizemos a apresentação oficial para a área comercial, e mostramos oque estávamos fazendo. Surpresos, alguns não entenderam, outros não acreditaram e os que sobraram acharam que era uma loucura uma gestão fora dos padrões tradicionais. Após algumas reflexões sobre o assunto, todos começaram a perceber que já estávamos com várias coisas dentro do novo modelo, e que na verdade, a gestão colaborativa já estava sendo utilizada e a quebra de paradigmas já havia começado pela cabeça dos líderes, que normalmente são os mais resistentes ao modelo, pois diminui a sensação de poder.

Em maio, em uma convenção da empresa, comunicamos todos os setores da forma que estávamos trabalhando, e com o modelo apresentado e defendido por todos da área comercial, geramos muito interesse e um grande debate sobre o tema. Reforçamos a gestão aceleramos o processo de resultados e administração por responsabilidade, as pessoas ficaram mais envolvidas e hoje o grupo caminha em uma velocidade muito legal.

Acabamos de implementar um Centro de Informações, com toda esta colaboração e autonomia gerada, as pessoas começaram a sentir falta de um núcleo, uma região central da rede que reunisse conteúdo, que fosse fácil de acessar e compartilhar. Não foi implementado controle, não foi implementado hierarquia, não foi colocado gerente, criamos um grupo (neste caso Time) em busca de um mesmo objetivo, e que interligados são mais fortes.

Este relato não tem o objetivo de explicar o modelo de gestão em redes, e nem de divulgação, apenas foi uma forma de compartilhar um pouquinho do que está acontecendo em nossa empresa com alguns amigos. Muitas pessoas perguntam, querem entender e ver funcionando. As portas estão abertas, o modelo em rede aceita isto, o grupo respeita a cooperação e está sempre aberto para o debate.

O modelo não está implementado de forma plena, não é perfeito e muito menos definitivo. Na verdade, exatamente neste ponto que esbarramos sempre que analisamos o modelo, ele nunca estará pronto, sempre estará evoluindo. E para administrar um modelo que a evolução é tão constante a ponto de não ser percebida, já que a evolução tornou-se a rotina? Bom, isto é papo para um outro post…

Abraços,

Cappra

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