Marcas digitais desconhecem fronteiras

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As marcas locais estão demorando para entender o mercado digital. Estão perdendo espaço para marcas nacionais/internacionais, por não compreenderem que este é um movimento sem volta.

O jovem de hoje, não carrega no seu sangue o “bairrismo” e a necessidade de manter tradições, como no passado. Ele quer estar sintonizado com o que está acontecendo em todo mundo, conectado com pessoas e tendências, e acompanhando a cada minuto a evolução do mercado. Não existe mais como fechar as portas. A janela da internet ficou muito maior do que a entrada principal, além de ser muito divertido poder acessar tudo através desta janela. É interativo, permite colaboração, deixa que as pessoas participem das experiências, os jovens, fascinados pela “experimentação”, estão adorando. A janela da internet não tem fronteiras, ela permite que uma informação seja visualizada e acessada de qualquer parte, em qualquer tempo, e por qualquer pessoa interessada no conteúdo.

Sim, as marcas precisam ganhar espaço de forma construtiva, levando conteúdo de interesse de seus consumidores, não interrompendo o momento de consumo de informação destes jovens, é preciso participar deste momento.

Para isto, as agências, e neste caso principalmente as tradicionais, formadas por profissionais de publicidade, com profundo conhecimento e experiência em consumo/consumidor, precisam levar seus conhecimentos e invadir este cenário digital, permitindo que a expertise tecnológica das agências digitais, seja utilizada da melhor forma possível.

É necessário uma integração destes conhecimentos, qualquer caminho diferente deste será mais longo e pode ser mais arriscado.

A publicidade não mudou, o que está mudando muito rápido é o meio de acesso a propaganda, e isto não vai parar de mudar. Não existe como segurar isto “protegendo” o mercado local, estamos fazendo exatamente o contrário, estamos “escondendo” as marcas nas mídias tradicionais. Para um consumidor de outra cidade/estado/país conhecer uma marca vinculada em um comercial de 30s em uma determinada região, ele precisaria fazer um grande esforço. Enquanto se tivesse vinculado a um determinado conteúdo de interesse deste consumidor, uma simples busca no Google indicaria o caminho, e um simples clique levaria o consumidor para encontro da marca.

Não existe mídia ideal. Existe planejamento para Marcas, e consequentemente ações em mídias com ótimos resultados. Se integradas e multimídia, sem dúvida o resultado poderá ser muito melhor. A mídia digital não é melhor do que a mídia tradicional, é tudo uma questão de adequar a mensagem para cada mídia, e, sempre que possível, fazer uma convergência de mídias, mantendo a marca como centro da ação.

As marcas locais podem, e precisam, romper estas fronteiras regionais. Elas não são físicas e nem financeiras, na verdade elas só existem na incompreensão do atual contexto da comunicação. Os meios estão aí, prontos para serem integrados, precisam somente de uma boa gestão de marca associada a boas campanhas de comunicação.

Não permita que uma marca limite-se ao alcance dos seus olhos. Defendo a liberdade das marcas, sem fronteiras.

@Cappra

 

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