Nasce um novo varejo (RT)

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Na semana passada publiquei junto com o Nenê Zimmermann, na Coluna do Nenê, um texto muito legal sobre as mudanças que estão ocorrendo no varejo (http://www.colunadonene.com.br/2011/05/nasce-um-novo-varejo.html) . Como fizemos a “4 mãos”, também estou deixando disponível aqui no meu blog para registro  ;)

Quem leva o Carrefour: Grupo Pão de Açúcar ou Walmart?

Analistas dizem que se depender do Cade, a empresa com sede nos Estados Unidos vence por não caracterizar a formação de um monopólio.

O ranking atual do varejo brasileiro é esse:
1º Grupo Pão de Açúcar – Faturamento de R$ 29 bilhões em 2010)
2º Carrefour – R$ 29 bilhões
3º Walmart – R$ 22,3 bilhões

De qualquer maneira, uma negociação entre Carrefour e Pão de Açúcar envolvendo os ativos no Brasil seria uma saída para o grupo francês fazer caixa.

Toda essa briga pelo poder varejista nos leva a pensar no futuro desse mercado. Antigamente, petrificado na premissa dos 4Ps – Preço – Produto – Promoção – Ponto de venda, o varejo ia vendendo, entre pioras e melhoras na inflação, o seu peixe cru. Depois, passou a incluir o “R” – relacionamento – em suas estratégias de marketing, levando o ponto de venda para perto do consumidor, indo porta a porta, comunicando por correio, catálogos de compras, telefone, televisão e internet. Mas, ainda observamos campanhas de mão única, o relacionamento não é 100% recíproco e os grandes supermercados, ainda por cima, enfrentam a segmentação territorial (e virtual) do setor, os mercadinhos de bairro, as feiras e tantos sites com ofertas e preços arrasadores.

Como enfrentar essa mudança mercadológica em que vemos a transição das prateleiras físicas para o mundo virtual e o novo comportamento dos consumidores na hora de escolher produtos e pesquisar preços? O empreendedor, acima de tudo, terá que entender a alma desse cliente, saber exatamente o que ele quer, como ele quer e ONDE ele quer. Não é questão de escolha. Estamos numa era de produtos e serviços agregados, postos de gasolina lucram milhões com os seus estabelecimentos de conveniência, além do crescimento dos shopping centers por causa dos seus teatros, bares, restaurantes e supermercados. Ponto de venda não basta ser atraente, bonito… Tem que ser atrativo, útil, confortável, uma experiência que valha a pena para o consumidor investir tempo e dinheiro para se deslocar do sofá e enfrentar um trânsito movimentado. Ganhará mercado o varejista que gerar felicidade a quem entrar na sua loja. Num mundo minado de redes sociais, a satisfação do cliente será a propaganda mais rentável.

Para finalizar, vale compartilhar um ótimo texto do consultor e estrategista de marketing Ricardo Cappra, enviado especialmente para a CN após uma conversa informal em que discutimos as últimas movimentações desse mercado:

 Ontem ao entender a “crise existencial” que grandes redes varejistas estão enfrentando (acentuada pela questão Carrefour + Pão de Açucar), fiquei pensando: E quando não houver mais hipermercados???

1º) Grandes redes de hipermercados tentarão vender via e-commerce…

Comprarão sistemas complexos que garantirão a segurança deles, mesmo que obviamente isto impacte em performance e processos mais lentos;

Substituirão uma equipe operacional com ensino médio, em sua maioria, por analistas e programadores de sistema com nível de exigência e salários agressivos;

Obviamente que a mudança no quadro de pessoal operacional também impactará em mudanças na administração do negócio como um todo, e a concepção inicial do negócio será praticamente extinta.

2º) Consumidores de hipermercado tentarão utilizar o e-commerce…

Então descobrirão que a internet ainda não é um sistema seguro e nem estável para suportar um volume de compras como de um hipermercado;

Terão de selecionar entre 35 itens da mesma categoria, diferenciados por preço, data de validade e só então qualidade, tudo isto sem a possibilidade de apreciação do produto em uma prateleira;

Terão que comprar itens perecíveis sem vê-los, dependendo da escolha de um “estoquista” a qualidade de sua compra (uma fruta por exemplo);

Dependerão de entregas programadas, assim como outros tipos de compras pela internet, que já sabemos que é um verdadeiro caos.

3º) Os mercados locais terão que suportar um elevado volume de consumo…

As pessoas que não se adaptarem no curto prazo ao e-commerce das grandes redes precisarão recorrer aos tumultuados mercados locais (óbvio que a redução do número de hipermercados vai elevar muito o volume de pessoas, o que obviamente gerará tumultos);

Precisarão de elevados níveis de estoque que hoje não seriam possíveis acomodar por suas condições físicas;
Terão que adaptar-se economicamente a este novo modelo, e preparar-se para volumes, muitas vezes perdendo sua essência de “mercado local”.

Claro, isto é evolução. Não há como reduzir a velocidade e muito menos evitar. Haverá um processo de adaptação, algo que gerará no curto prazo uma confusão, e naturalmente a evolução.

Passamos por esta mudança na relação com os bancos, com redução de agências a partir da implementação de sistemas robustos, mas nem por isto os bancos reduziram seus custos, mas sim, aumentaram seus lucros. Nem por isto somos melhores atendidos, mas somos atendidos de forma sistêmica/processual. Mesmo com níveis de insatisfação elevados com bancos, continuamos usando deste serviço, obviamente, não é uma opção, é uma necessidade. ”

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