O profissional de Monitoramento de Mídias Sociais

É interessante ver o surgimento de uma nova área de negócios, um novo mercado e consequentemente novas carreiras. Antes uma nova profissão tinha sua origem nas universidades, e a partir dela os novos profissionais se colocavam no mercado. Hoje novos profissionais nascem de necessidades específicas do mercado, e agora é a hora e a vez dos Profissionais de Monitoramento de Mídias Sociais.

Não é por acaso o surgimento dessa especialidade, ela nasce em um momento em que os investimentos em marketing digital começam a trazer resultados significativos para as empresas, mas acima disso, precisam provar sua importância e valorização estratégica. No mundo dos negócios, nada “fala” melhor do que os Números. Neste caso, números em tempo real, que mostram acertos, erros e permitem ajustes durante a execução de uma uma determinada estratégia, ação, campanha, ou qualquer atividade relacionada a meios digitais.

Todas as interações realizadas no meio digital geram um número exato, o que permite análise completa de performance, o que pode ser um grande diferencial para as empresas preparadas, ou uma grande armadilha para aventureiros desavisados. Naturalmente, que cada empresa ou marca tem objetivos diferentes ao Monitorar, algumas visam analisar o desempenho da audiência, outras administrar as conversas com seus consumidores, em alguns casos, o monitoramento também se torna um importante diferencial para detectar tendências e acompanhar o trabalho da concorrência, mas em todos os casos, a capacidade de análise e interpretação dos dados é fundamental para compreensão dos números, e entendimento de sua real relação com a performance de uma uma marca ou empresa em um ambiente digital e social.

Para entender esse mercado em formação, o pesquisador Tarcízio Silva, especialista na área de Monitoramento, liderou uma pesquisa super interessante com os profissionais dessa nova área, que nos leva há algumas conclusões bem interessantes, vamos a elas:

– As Mulheres, da região Sudeste, seguidos por região Nordeste e Sul, são maioria, sendo que apenas 25% das empresas monitoram suas próprias marcas e 46% deixam essa atividade a cargo de suas agências. As definições para função mais encontradas foram Analista de mídias sociais ou Analista métricas e monitoramento.
– Os objetivos de monitorar são diferentes, e com uma divisão de importância na mesma proporção, desde SAC, desempenho, reputação, concorrentes, conteúdo ou planejamento, todos foram bem pontuados na pesquisa. Isto nos leva a uma reflexão sobre a grande responsabilidade das agências quando assumem esse papel, pois diversas dessas áreas não são sua especialidade, e muito menos estão sobre seu controle, o que pode em algum momento tornar-se um risco para as agências que assumiram esse papel de forma plena.
– Cerca de 82% dos profissionais pesquisados monitoram entre 1 a 6 marcas/tópicos, mas somente 20% deles estão totalmente dedicados a esta área. É muita marca, para pouca dedicação, esses números certamente mostram a fragilidade das marcas nos ambientes digitais, e o risco relacionada a reputação das empresas envolvidas nessas operações. As ferramentas utilizadas por esses profissionais são as mais variadas, de pagas a gratuitas, os destaques são o Scup e o HootSuite.
– Quando o assunto é a evolução desse mercado, cerca de 48% afirma que a educação (de forma geral) é a área mais importante, seguido da valorização da área. Considerando que 79% dos profissionais pesquisados tem ensino superior, a maioria da área de Comunicação, perceber que grande parte deles aprendeu a função de forma autodidata ou através de material online é um grande indicador de que é um setor que tem muito a evoluir.
– Obviamente que se trata de uma área muito nova, tanto que 68% dos entrevistados estão a menos de 2 anos na área, mas o fato de 80% deles terem uma remuneração inferior à R$ 4.000,00 mostra claramente que ainda são pouco reconhecidos, e percebidos como operacionais. Naturalmente que isso é algo natural, e conforme o desenvolvimento do setor, terá uma valorização estratégica, já que poderão nortear rumos de organizações e marcas.
É óbvio que é uma função/profissão em franca expansão, e que empresas e profissionais bem preparados poderão construir um grande diferencial ao se especializarem, já que trata-se de um mercado novo no Brasil, mas já reconhecido no exterior. Importante deixar claro que em outros países, as empresas de comunicação não são maioria neste tipo de trabalho, existem muitas empresas especialistas na área, muitas vezes relacionadas a área de software e/ ou negócios, então vale uma reflexão se o modelo adotado é o mais adequado, ou se não está aí uma nova oportunidade de negócio😉
Confira a pesquisa na íntegra, e tire suas próprias conclusões:

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