O filtro invisível é a censura da Internet

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Mesmo para quem vive o “mundo digital”, algumas revelações e questionamentos presentes no discurso de Eli Pariser sobre os Filtros da internet são, no mínimo, intrigantes.
Quando afirma que:

“A internet nos mostra aquilo que ela pensa que queremos ver, mas não necessariamente aquilo que precisamos (ou realmente queremos) ver.”

Ele explica (e mostra), como funcionam os filtros de conteúdo do Facebook e Google: a partir de nossas escolhas anteriores, o sistema antecipa nossa decisão, filtrando o tipo de conteúdo que “acredita” ser o mais relevante para nós, sempre que fazemos uma busca e lemos um determinado tópico que assinamos. É como se ele nos ajudasse a tomar decisões, baseado em escolhas anteriores, mesmo que estas decisões não tenham sido acertadas.

Uma frase de Mark Zuckerber, Facebook, é bem impressionante quando se pensa nesse assunto, ele afirmou: “Um esquilo morrendo no seu jardim pode ser mais relevante para os seus interesses, neste momento, do que pessoas morrendo na África.”

Alguns fatos apresentados chamam muito a atenção, como o Google, por exemplo, “aprende” toda vez que tomamos uma nova decisão, significa que não existe mais um “Google Padrão”, ele se torna “viciado” em nossas escolhas, a ponto de ser quase “Personalizado”. Isto significa que quando você faz uma determinada busca de uma palavra-chave, e um amigo com um perfil diferente do seu busca a mesma palavra, os resultados serão diferentes.

Ele representa isso graficamente, através do conceito do “Filtro Bolha” (imagem abaixo), o que significa que o grande poder da internet de nos permitir ir a qualquer lugar, depois de viciado, nos levará sempre para os mesmos tipos de lugares e pessoas, não explorando o “novo” e “diferente”.  O maior problema, é que além de você não poder escolher o que entra nesse filtro, você não sabe o que ficou de fora.

Se olharmos a história, a internet nos libertou das amarras dos editores da Era da informação (jornal, rádio, tv), mas agora está nos amarrando aos algoritmos.

Não é mais uma pessoa que escolhe o conteúdo que é mais relevante para um determinado público, e sim uma máquina.

Assista esse vídeo da palestra de Eli no TED, e tire suas próprias conclusões sobre o assunto:

Ainda vale conferir a entrevista para a revista Época com o título: “A internet esconde quem discorda de você.

2 comentários Adicione o seu

  1. Rebecca Lessa disse:

    Estou lendo esse livro. É muito bom!! É impressionante como a partir daí voce começa a questionar uma série de coisas. Vivemos numa bolha. E nem sequer nos damos conta disso, estamos tao acostumados com esse mundo personalizado que tudo acontece de forma natural e intuitiva. Como serao as pessoas daqui um tempo, com esse novo mundo adaptado ao seu perfil. Me preocupo!!

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