Data-driven precisa ser cultura e não um projeto.

Está na moda, todos querem ser data-driven.

Existem muitas ferramentas para geração de insights, análises de dados e monitoramento de performance. Já é possível comprar produtos analíticos prontos de mercado, criar algoritmos e usar inteligência artificial no dia-a-dia.
Isso não é mais uma novidade.
A novidade está em transformar isso em cultura, e deixar de ser um instrumento para uso eventual. 

São dois principais lados envolvidos nesse processo:
De um lado, times analíticos produzindo/comprando soluções de dados.
Do outro lado, times de negócio tentando usar isso no dia-a-dia.

No final do dia, o conflito.
De um lado, “fico aqui comprando/criando produtos incríveis e eles não usam”
Do outro lado, “eles criam esse monte de coisa mas não resolvem os problemas de negócio”

Vemos isso no mercado o tempo todo, é o tradicional cabo de guerra da ferramenta versus o problema de negócio, sempre foi assim, com todo o tipo de implementação técnica.
Aí que entra o ponto chave: data-driven não deveria ser apenas uma implementação técnica, precisa ser uma implementação cultural.

Cultura analítica não se refere a criar ferramentas, se refere a tomar decisões de negócio baseando-se em dados.
A base da Cultura Analítica não pode ser ferramentas, precisa ser pessoas.  
Ferramentas devem ser utilizadas para resolver problemas bem especificados, enquanto cultura deve correr nos corredores e garantir que as perguntas de negócio estão sendo respondidas com apoio de informações e análises estratégicas, ou seja, data-driven.

O método para responder uma série de perguntas de negócio precisa ser estruturado, as pessoas devem ser conscientizadas do valor dos dados e as informações precisam realmente colaborar com o processo decisório, a partir desse momento, ferramentas podem automatizar tudo isso. Nessa última etapa, entra a implementação técnica que é fundamental para a constância, afinal, o processo cultural também passa pela repetição, mas antes precisa vir a necessidade, isso é resultado de uma implementação cultural, e não de uma imposição hierárquica.

Antes de ter Ferramentas Analíticas, precisamos ter Inteligência Analítica.
Para ter Inteligência Analítica é necessário atacar os problemas de negócio por uma outra perspectiva, por um olhar data-driven.
Para identificar os problemas de negócio pelo viés data-driven, é preciso conscientizar as pessoas dos motivos, e como aquilo vai ajudar efetivamente no dia-a-dia.
O processo de conscientização é fundamentalmente cultural.
E não estou falando de edução em analytics, e sim de um processo de implementação cultural.

É muito legal se posicionar como Data-driven, mas realizar um projeto pontual e isso não virar uma prática é o mais comum. O desafio é realmente transformar isso em cultura!

@cappra

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