Amazon, Lojas Físicas e Ciência de Dados

Amazon comprou o  Whole Foods em 2017 e deixou uma questão no ar:
Amazon, um e-commerce de livros, que possui serviços de armazenamento em nuvem, comprou também um negócio de jornais impressos, agora resolveu comprar lojas físicas (mais especificamente uma rede de mercados que vende comida)?

Em seguida ela começou a preparar seus sistemas para automatizar o processo de compras nessas lojas e apresentou um conceito/estratégia, confira nesse vídeo aqui a simulação de funcionamento:

O que a Amazon faz muito bem:

A Amazon criou um dos melhores sistemas de recomendação do mundo, este é o principal diferencial de suas lojas online. Aprendeu a coletar dados como ninguém, e usa isso para acelerar as vendas através de algoritmos inteligentes que entregam indicações personalizadas para quem está comprando. Durante muitos anos ela aprimorou esse algoritmo, até perceber que a lógica aplica-se a qualquer tipo de coisa.

O contexto da tecnologia que a Amazon enxergou:

O avanço exponencial da tecnologia trouxe junto uma avalanche de novos sistemas e sensores, eles permitem coletar praticamente todos os tipos informação. Por exemplo, dentro de um estabelecimento físico, é possível coletar desde dados de deslocamento interno (através de sensores de calor) até os pontos de atenção dos consumidores (câmeras que identificam para onde o consumidor está olhando).

A quantidade de dados que podem ser coletados sobre usuários, enquanto eles interagirem com o espaço físico da loja, irá permitir análises estratégicas que até hoje eram limitadas ao “olhar do dono”, aos itens comprados, ou baseavam-se em pesquisas de opinião.

Nessa representação visual abaixo, que faz parte de um dos estudos científicos que estamos realizando nos laboratórios de ciência de dados da CAPPRA, mostramos o crescimento de dados associado a evolução da tecnologia.

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Os “Data of Things” vão permitir análises sobre consumidores que antes eram consideradas impossíveis. Imagine cruzar o tempo de permanência de um consumidor na frente de uma gôndola, cruzada com o tempo e direção que ele ficou mais tempo observando, analisando os produtos que ele pegou em mãos, cruzando tudo isso com os produtos que ele efetivamente comprou. Acompanhar fisicamente um consumidor nessa jornada é algo muito complexo, mas juntar os dados de todos os sistemas e sensores que temos à disposição é apenas uma questão tecnológica, que vai permitir novas análises sobre performance, e consequentemente uma geração de insights muito mais baseada em dados do que em feeling.

Como funciona a tecnologia que apoia esse processo:

export-amazon-go-strategy*A PWC criou essa representação para explicar o funcionamento tecnológico da AmazonGo.

 

Qual a estratégia por trás do AmazonGo?

A estratégia do AmazonGo se resume ao uso desses benefícios analíticos, associados ao bom uso de recursos tecnológicos. A junção de tecnologia e dados vai elevar o conhecimento sobre os consumidores, e assim acelerar ações para conversão de vendas. Não é uma estratégia baseada em tecnologia, e sim em inteligência analítica, a tecnologia é um recurso utilizado para esse processo. A essência da estratégia do AmazonGo é acelerar o potencial do negócio baseando-se fortemente nos dados gerados pelos próprios consumidores, complementando com dados de mercado/concorrentes.